quarta-feira, 4 de março de 2009

Para os pensativos...



Clima quente, não havia feito calor até então durante todo o ano. Já chegara o outono. Barulho, pessoas conversando e se entretendo com suas respectivas panelinhas. De repente, um professor jovem, bem vestido e com um determinado ar de filósofo entra na sala, espera todos ficarem em silencio e começa a ensinar sua matéria. Todos se sentam e ficam esperando por ouvir algo novo que fará deles pessoas diferentes em relação à chamada massa brasileira.

Passados 30 minutos, o jovem inicia seus argumentos a favor de um pensamento formulado por Platão que se refere às classificações quanto à existência de dois tipos de conhecimento. Segundo o filosofo, haveria o Dóxa, também chamado por senso comum, e a Alethéia.

Então, começa a dizer que o Dóxa é um tipo de conhecimento, pensamento, que faz parte da massa, partilhada sempre pela maioria de um grupo, e que é facilmente atacada pela razão. Diz que essa é uma nomenclatura utilizada para classificar o tipo de conhecimento do povo. Depois, comenta brevemente sobre o que é a Alethéia e diz que essa é a verdade. Alguns se perguntam “Verdade? Que verdade?”. Mas ele não diz mais nada.

Depois de um tempo, ele muda um pouco o foco da conversa, e faz uma afirmação que desponta a atenção de alguns. “A verdade só pode ser alcançada através da razão”. Faz um breve silencio e diz ter terminado a aula. Não abre um fórum de discussão, mas diz tudo o que pensa e nada mais.

E assim, o professor simplesmente pensa que passou todo o conhecimento para os alunos e que eles agora pensariam de uma forma mais racional e não mais como todo o resto da massa. Acha que assim contribuiu para a formação dos chamados crânios.
Ao terminar a aula, os alunos saem da sala. E passam a acreditar que não pensam mais como a massa. Julgam clichê a maneira como a maioria pensa. Uma pequena minoria, entretanto, se questionava: “Como alcançaríamos a verdade só pela razão?”.

Assim, essa minoria cava suas mentes e tentam encontrar uma solução mais sustentável para tal afirmação. Porque só pela razão podemos chegar à verdade? Porque teríamos acesso à emoção e à fé, se através delas não podemos chegar à verdade? Qual seria a função do caráter emocional e da fé para o homem? Desde quando haveria razão suficiente para chegarmos a uma verdade absoluta?

Diga-me dez verdades absolutas que alcançamos através da razão. Talvez, o pouco que você tenha pensado possa ser refutado pelo simples fato da razão ser apenas verdade aos nossos olhos. E se na realidade não existir razão? E se a razão é algo que achamos que temos certeza, mas na verdade faz parte do nosso pensamento egocêntrico que anseia achar respostas para todas as coisas?

O homem tem se preocupado em criar soluções para todos os problemas, tem criado respostas para todas as perguntas. Mas até quando ele se achará auto-suficiente a ponto de sobreviver a sua própria angústia?

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. muito bom o texto!
    mas é. essa coisa fé x razão dá muito o que se falar. mas sabe que quanto mais eu leio e estudo algumas coisinhas, mais eu vejo que o "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" é a maior e mais pura verdade de todas existentes. às vezes, complicamos demais.

    ps: excluir uma msg pq não saiu do jeito que eu queria. ueheuheuheu

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  3. Wish I could read a foreign language. Then I would know what this blog is about and I could post an interesting reply.

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  4. Texto interessante,só achei que faltou alguma coisa.
    Emoção e sentimento anula a fé racional.

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