quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Cura?

Após uma refeição rápida, fui direto para internet. Vi orkut, blog, email, youtube. De repente, deparei-me com um video que mostrava um pastor curando um paralítico. "Nossa! Caracas!" pensei eu, com pontos de interrogação e exclamação rodeando todo meu intelecto.
Assisti novamente o video e, mais uma vez, a sensação estranha de ver algo sobrenatural tomou o meu ar naquele momento. Passado um tempo, no entanto, comecei a pensar não no ato da cura em si, mas nas pessoas dentro da igreja que começaram a saltitar e a glorificar a Deus após terem visto a cura.

Tentei entender o que faz uma pessoa glorificar a Deus, tentei descobrir o motivo de tanta euforia...tentei, tentei...e chateei-me ao enxergar que, muitas vezes, tenho que ver paralíticos andarem para lembrar de Deus.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Paredes...


Em construção... =)
e viva a parede da casa do kinjo iaehoiaheoiaheoia.

(a.h.k.)

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Babel (Alejandro Gonzalez Iñárritu)


- Esse texto faz parte de um trabalho de Rádio TV em que analisamos o máximo de características do diretor mexicano Alejandro Gonzalez Iñárritu. Dentre os filmes analisados no trabalho, estão "Babel", "21 Gramas" e "Amores Brutos". Entretanto, esse texto está falando apenas de "Babel". Caso queiram o trabalho inteiro, só pedir.


Análise:

Babel trata de temas relacionados ao status social de cada personagem. “Babel” reflete as desigualdades sociais e como cada classe age diante dos problemas de seu cotidiano.
Para fazer com que o telespectador se encontre dentro do filme, a câmera geralmente não assume um ponto de vista estático. Essa situação é encontrada em todos os momentos em que outros diretores costumam se utilizar de câmeras fixas que não se mexem (dentre os diretores que filmam dessa maneira, poderíamos citar o inglês Stephen Frears). Além disso, a câmera que anda a solta entre os personagens faz com que o filme não pareça tão parado, dando mais emoção a sua longa.
Os enquadramentos feitos por Iñárritu são de extrema precisão sempre apresentando aquilo que ele quer demonstrar. O diretor não se preocupa em filmar apenas por meios de planos de ação cósmica, externa ou interna, mas busca a melhor maneira de apresentar aquilo que lhe convém, variando entre planos abertos e fechados.
Quando as histórias vão chegando ao seu clímax, o diretor passa a apresentar um número maior de close ups, querendo dramatizar o filme, transmitindo as sensações dos personagens por meio da parte do corpo que melhor transmite os sentimentos do ser humano: o seu rosto.
Continuando ainda a falar de estética, Iñárritu tem o costume de movimentar a câmera de várias formas, mas a única que não é muito utilizada é a técnica de zooming. A única vez que podemos perceber claramente que o diretor se utiliza dessa ferramenta é a última cena do filme, em que a jovem japonesa se encontra nua na varanda de seu apartamento. Nesse momento, o plano focal proporciona o afastamento da imagem (zoom out), apresentando a personagem e o ambiente em que ela vive, dando a idéia de que a jovem é apenas mais uma no mundo.
Essa idéia de mostrar que as pessoas estão interligadas e nenhuma tem mais importância que a outra pode ser percebida até mesmo pelo elenco do filme. O filme é estrelado por Brad Pitt e Cate Blanchett, mas dentro do longa, nenhum dos dois parece ter mais importância que os outros personagens.
A narrativa não linear é o fator que mais chama atenção nos filmes de Alejandro Gonzalez. Esse modelo é construído por meio dos cortes secos, permitindo que o telespectador entenda que as situações ocorrem ao mesmo tempo e não estão desconexas umas das outras. Do mesmo modo, o roteiro é muito bem construído por Guillermo Arriaga. As cenas, através do roteiro, passam a ter ligação e a história torna-se entendível com o desenvolver do filme.
Os diálogos que são expostos ao longo do filme estão presentes para que o telespectador veja que o que é retratado é a vida real. São diálogos comuns no nosso dia-a-dia, nada que fuja da realidade. Sendo coerente a essa idéia de realismo, o diretor se utiliza de cenários divergentes, mas que narram o cotidiano de povos diferentes. No caso, o diretor faz analogia entre os povos desenvolvidos e o Japão, os povos subdesenvolvidos e o México, e os povos abaixo da linha da pobreza e o Marrocos.
Dessa maneira, não apenas os povos a quem cada país se relaciona se identificam. Muito pelo contrário, o fato do diretor exibir culturas divergentes coopera para que as pessoas se conscientizem que existe um mundo afora que poucos conhecem, transmitindo um universo contemplado por poucas pessoas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Exposições



Esqueci de comentar que também fui a três exposições:

- Exposição de arte russa no Centro Cultural Banco do Brasil
- Exposição de graffiti no Masp
- Exposição de quadros feitos com folhas desidratadas no Bunkyo São Joaquim

Recomendo a exposição de graffiti no Masp, muito bom. Não porque eu gosto, mas porque está muito boa, mesmo. Merecem destaque: Stephan Doitschinoff e Titi Freak.
Doitschinoff é estranho, totalmente estranho. Procurem algumas de suas obras no google. T.Freak é o cara hahahaha.

Cinema




Desde há umas duas semanas atrás, pude separar um tempo para ir ao cinema. Os filmes que eu assisti:

- This is it (Michael Jackson)
- Lymelife
- Amanhã ao amanhecer
- 500 dias com ela
- Bastardos Inglórios
- Fish Tank
- 9, A salvação
- Simonsen and Delilah
- Distrito 9
- 2012
-

Dicas:

- "Bastardos Inglórios", o filme é demais para aqueles que entendem ou tentam entender Tarantino. Assisti duas vezes, muito bom.
- "Fish Tank", que foi lançado na Mostra de Cinema, mas corre um grande risco de não ser lançado nem nos cinemas nem em dvd. Por isso, procurem o filme pela internet mesmo hahaha.
- "Lymelife", um filme que tem como produtor Scorcese e como atores os irmãos de Macaulay Culkin. Muito bom.
- "Distrito 9", tem sido considerado o melhor filme de ficção dos últimos tempos. A idéia que o filme passa é muito boa. A direção segue uma linha bem diferente de um filme de ficção em geral. Gostei do filme.
- "500 dias com ela", leiam o comentado no post abaixo. Mas é um filme muito interessante, quebra com os dogmas da comédia romântica. Esse filme também mereceu ser assistido duas vezes. Hahahaha. Muito bom.

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Dica: 500 dias com ela




Para muitos, inclusive eu, comédias românticas são, em geral, um lixo. Alguns poucos filmes se salvam em meio a "tanta" emoção, finais felizes, contos de fada e histórias sem roteiros. Dentre estes, "500 dias com ela" pode ser considerado um dos bons. Para se ter uma breve idéia, o filme foi selecionado para o Festival de Sundance de 2009.
Não vai ser um spoiler, mas dicas...assistam e tentem perceber:

- As primeiras palavras do filme, pois poderia ser considerado o prólogo da obra.
- Roupa da Summer, pois será uma boa representação do seu psicológico e do psicológico de Tom Hansen, seu "namorado".
- Os dias que se passam e seu plano de fundo, pois o diretor parece ter recebido uma influência do diretor Alejandro Gonzalez, fazendo com que as cores representem a passagem de tempo e que a história gire em torno de uma narrativa não linear.
- A apresentação dos personagens, pois será um resumo de todo o filme
- A intertextualidade com outros filmes
- A inversão de sentimentos presente no filme, pois esse fato representa toda a idéia do diretor.

Ainda é possível assistir esse filme nos cinemas. Por isso, tentem assistir. Pelo contrário, fujam de "2012", que filme horrível, tosco, sem graça, sem emoção, sem roteiro, sem direção, produção mais ou menos, direção de fotografia bem tosco, dizãs...não assistam "2012"!

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Meu fim de semana.

Um sonho, a realidade.
Um piscar de olhos, a despedida.

(ahk)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

da minha priminha...

Tio Taki,

Mesmo você não podendo ler essa carta na mão,espero que esteja lendo ai no céu(se for possível).

Espero que esteja bom ai no céu,e que tenha aproveitado bem a vida aqui na Terra.

Muitas pessoas choraram ao seu redor,porque muitas pessoas te amavam.

Você foi muito forte para aguentar até a Dani chegar,e estou orgulhosa de você !

Mas o que todos nós desejamos é que você esteja descansando em paz.

Essa carta é muito especial,porque foi escrita com o coração.E sentiremos muita falta de você na nossa vida.

Tio Taki, descanse em paz.




(Carta escrita pela minha priminha Lais, 10, pro velório do meu tio avô nesse ultimo domingo)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Exercicio de Lingua Portuguesa III

Imagine uma sala.
Imagine 50 alunos.
Uma matéria: Lingua Portuguesa.
Um exercício.

Façam duplas com alguém que você não conheça, dizia o professor que tentava explicar o trabalho em meio a tantas vozes. Os alunos, como proposto na atividade, correram atrás de pessoas que não conheciam. Formaram os grupos e esperaram a próxima instrução do mestre.

De repente, o professor começa a falar:

- Agora, formadas as duplas, peguem uma caneta e uma folha. Uma mão você usará para escrever. A outra você usará para segurar a mão do outro do seu grupo.

Os alunos se interrogavam da razão daquilo. Uns temiam o que as suas duplas poderiam pensar, outros garagalhavam para encobrir a vergonha e uns poucos se negaram a dar as mãos por motivos ocultos. Feito a proposta, o professor disse que teríamos 10 minutos para escrevermos qualquer coisa, o que estivesse passando na nossa mente. Após o tempo sugerido, nasce o pouco escrito...


"Vazio...
nada na mente.
o ambiente se torna quieto
momento indiscreto
pessoas riem em meio ao pensar
não se expressam
refutam a idéia de algo diferente.

No silêncio, o caos interino se explode
sentimentos se zeram
pensamentos se esquecem
realidade estática.

Talvez, o pensar do meu eu se intensifica
esquecimento do presente
lembrança do café da manhã
situação anterior ao hoje, período de ontem.

Cancela o refletir,
nega o agora,
volta ao passado, viagem no presente
descaracterização do período diferente.

Vazio,
novamente o vazio..."

terça-feira, 4 de agosto de 2009

by Raphael Akamine

"Inspiro. O amor aperta o coração, causa-me doces suspiros. É bom sentir ter, ser e pertencer a um sentimento como o de duas pessoas apaixonadas. O coração deixa de ser orgão e torna-se substantivo abstrato, amor. Não especifico o amor, generalizo-o. Entre cartas, palavras e abraços o amor é aquela sensação de segurança e aconchego, reciprocidade. A presença daquela pessoa encurta o tempo, aproxima as estrelas, rompe o marasmo, torna-se resposta. Porque mais do que sentimento o amor é vida. Respiro."

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

by Lele Moriya

"Ah. N gosto de qdo as pessoas q dizem q amar é fácil. Do tp ‘amar é muito fácil, difícil é esquecer’
Pow, fala sério. Amar n eh fácil. A não ser para aqueles q não sabem o q isso significa. O amor é pra sempre, é eterno. Não é assunto fácil de ser discutido, nem tema para musiquinhas de traição que falam de relacionamentos que nem começam uma relação direito. O amor é o sentimento mais forte e mais bonito. É raridade que muitos têm o privilégio de ter. É paradoxo mesmo. É bonito e doloroso. Mas pra quem alcança é precioso.. para quem entende é complexo. Mas muitos não alcançam e ficam achando que alcançaram. Então dizem que o amor é fácil, que viver é simples. Isso me deixa triste. Não estou dizendo que eu entendo do assunto, nem nada. Só que o conceito de amor mudou demais. Quem não concorda com isso, que venha discutir, por favor.

Queria que o amor fosse valorizado com a mesma intensidade que ele se mostra diferente. Não é um sentimento a ser comparado com os outros.. até porque ele abrange os muitos outros. Queria que as pessoas hoje parassem de ficar pensando em ações desumanas e pensassem em coisas bonitas. Que a gente pudesse acreditar nas pessoas e voltar a ter a ingenuidade das crianças. Elas são felizes. Por que será que tudo ficou tão diferente?

Ser criança é tão gostoso.. mas de que adianta lamentar? Aah, o importante pra mim é viver. Aprendendo e crescendo. =] Mas não gosto de ter que ficar sofrendo por causa de pessoas que ignoram os bons valores. Afinal, ‘valor’, agora, é uma palavra com muitos significados. E não devia ser. Eu gosto da bíblia. Acho q a maioria dos meus valores eu procuro nela. Ou nos meu pais. Porque eles parecem saber viver. Talvez seja só porque eles são meus pais, mas talvez seja porque eles já alcançaram o domínio-próprio. Quem é que sabe, neh? Eu sei que eu amo meus pais. E meus irmãos gatinhos. E acho triste não conseguir amar tantas pessoas como eu gostaria. Pior ainda é ver o amor sendo desvalorizado por tanta gente. Caraca, amor não é pagação. Amor não é estar a fim, não é ter anseio por beijos. Amor é paciente, é certo, expulsa os medos. Amor é preocupação, é vida conjunta, é Deus. Deus é amor. Acho que essa é uma definição legal."

by André Katayama

Amor.
Um sistema incondicional, insistente, realismo utópico, crença vital. Prega a contestação do real para viver algo divino, reconhece o egocentrismo e age de maneira a entender o indiscreto. Relata a carência do viver só, estuda o incompreensivel e se reserva ao que lhe é esperado.

Algo abstrato, um tanto estranho. Sentimento que distrai, retarda o racional, assume a liderança e profere a esperança como forma de vida. Aprisiona o ser ao que está próximo, aposenta o jugo da indiferença e refrigera a alma. Amor, sentimento e decisão conjuntos, constância necessária, formador e administrador de uma familia a qual Deus simplesmente nos propõe.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Um pouco de fé...

Você já se perguntou qual o tamanho da sua própria fé? Creio que esse auto-questionamento não se resume a uma ou outra pessoa, mas a todo ser humano, em geral.

Creio que as pessoas têm um cronograma: quando crianças vivem muito a base do emocional, quando universitárias muito a base do racional, e a partir daí cada um passa a viver da forma que lhe cai melhor. Lembrando que essa teoria tem suas várias exceções e que pode ser mais adequada ao pessoal de humanas e de exatas.

Racional. Nossa, como isso me sustentou. Na hora de estudar para provas da faculdade, base racional. Quando me sondava, base racional. No momento de interpretar a bíblia, base racional. Entretanto, mesmo vivendo às custas do racionalismo, eu me perguntava o porquê de existirem pessoas que conseguiam viver tanto por meio da fé. Desde Davi e Abraão até Madre Tereza, Billy Graham, etc.

Não acreditava que minha fé era algo tão interessante de se explicar. Não tinha fé nem na minha própria fé. Achava que minha fé era a menor de todas, algo entediante. Pensava que minha fé não era nada diante do meu racional. O questionamento quanto a fé e o racional persistia.

(...)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

...e mais filmes.


Ontem, deu para assistir três filmes:

- Hannibal
- Eu sou a Lenda
- O Homem Elefante

Mais uma vez, vou tentar ser breve, sem me preocupar em criar sinopses ou algo do gênero...

Dessa vez, tive a sorte de assistir a três filmes bons. "Eu sou a Lenda" é a terceira vez que assisto. A atuação de Will Smith é surpreendente. Mas o filme deve ser visto como uma trama que se revela mais interessante partindo de um caráter psicológico.

"Hannibal" é bom, bastante interessante. A atuação de Anthony Hopkins é muito chamativa. Os signos apresentados no início do filme são utilizados para representar outros durante o resto do longa. A história não é nada de muito especial depois que você assiste a "Seven" e outros filmes desse gênero, mas no final "Hannibal" é interessante.

"O Homem Elefante" é bom. Muito bom. Esse filme, sim, é muito interessante. Feito em 1980, o que nos chama a atenção é o fato de ser feito em preto de branco. Na época já existiam filmes coloridos, mas a opção do diretor David Lynch em fazê-lo dessa forma traz uma sensação diferente, um olhar inovador mesmo que expresso por meios retrógrados. Além disso, o fato da história ser verídica também apreende o nosso olhar, sem contar a atuação de "John Hurt" como protagonista. O filme é ótimo, uma boa dica pras férias.

domingo, 28 de junho de 2009

...uma escolha ruim para filmes...

Vamos comentar algo bem rápido...

Nas madrugadas desse fim de semana, deu para assistir dois filmes: "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" e "Juventude Rebelde".

"Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" é um filme com o conhecido Jim Carrey, o que o torna um tanto chato. O ator interpreta o protagonista da história de uma forma bem desprezível. Resumindo: um drama com um ator de comédia. Rídiculo. Talvez, o único filme que tenha feito e fuja um pouco desse panorama seria "Número 23". Uma atuação até que um pouco considerável, mas nada de especial. Voltando ao filme, acho que o pouco que este chama atenção é em relação a forma que o diretor trabalha as cores (que revelam uma forte relação com a Teoria das Cores e com o psicológico dos personagens nas diversas situações passadas no filme), a linearidade do longa e só. Nada de tão chamativo, na minha opinião. (ATUALMENTE, DISCORDO DESSE MEU MODO DE VER. VIDE: BLOG ALUNO)

"Juventude Rebelde". Tosco. Simplesmente tosco.
Talvez o diretor tivesse em mente criar um longa do estilo de "Thirteen", cuja protagonista é a grande Evan Rachel Wood, mas o filme é horrível. Atores bem tosquinhos, cenas ridículas, sensacionalistas. O longa apresenta todos os tipos de drogas imaginadas, armas, sexo, etc. O problema não é mostrar isso, mas a maneira que o apresenta. Chato. Tosco. Não assistível. Previsível. Cansativo.

No final, o fim de semana não rendeu muito.
Filmes podres, perda de tempo, dinheiro jogado fora e sono atrasado.
O que salvou foram as tardes mesmo, mas as madrugadas de filmes...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

E.R. Ultima temporada



Chega ao fim a série E.R. depois de 15 anos de exibição. Talvez, muitos tenham desistido de assisti-la devido seu elevado número de episódios, mas uma coisa é certa: essa 15ª e última temporada não é como muitos outros dramas simplórios. Vou ser bem direto: para mim, E.R. é o seriado que possui os melhores atores, o mais bem produzido e muito bem dirigido. E o que chama muito a atenção é a direção de fotografia. Perfeita. Mas para que isso não se torne apenas subjetivo. Vamos a algo mais argumentativo.

Durante a temporada, muitos atores das temporadas passadas voltam às telas e isso traz uma emoção diferente. A não linearidade de cada episódio torna a temporada mais chamativa. A mistura entre passado, presente e futuro é muito clara e quebra com a mesmice da maioria dos seriados de querer apresentar tais tempos de maneira progressiva. O uso de diferentes simbolos, icones e indices durante todo o seriado é bastante interessante. A metalinguagem entre o seriado e o que se passa dentro dele é um tanto difícil de entender, mas muito criativo. Até mesmo, as roupas das personagens durante cada episódio apresentam as diferentes situações que cada médico passa. Cores complementares se misturam. Por exemplo, o verde da roupa de médico e o sangue constantemente visto. As várias cenas contínuas, também chamadas de "steadycam shots", de até 30 segundos são bastante vistas.Além disso, algo que pode chamar a atenção é o número de atores renomados que apareceram durante o seriado e, principalmente, seu produtor e diretor: nada mais, nada menos, que o grande Steven Spielberg e o velho conhecido Michael Crichton, respectivamente. Forrest Whitaker, que atuou em "O Último Rei da Escócia" e ganhou o oscar de melhor ator no ano retrasado, aparece na 13ª temporada. George Clooney aparece nas primeiras temporadas na maioria de seus episódios atuando como médico do E.R. Don Cheadle que aparece em "Onze homens e um segredo" e "Hotel Ruanda" também aparece no meio do seriado. Outros nomes que podem ser vistos e que chamam a atenção pelas suas atuações são: Shane West ("Ray"), Parminder Nagra ("Neela"), Paul McCrane ("Dr. Romano"), Eriq La Salle ("Peter Benton"), Noah Wyle ("John Carter"). Vai uma dica para aqueles que gostam de seriados, dramas, etc. Não se preocupem em assistir as 15 temporadas, pois isso demoraria um ano para assisti-la hahaha. Mas seria bom que vocês conhecessem um pouco os personagens de cada temporada, não tendo que assisti-las inteiras.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Filmes para um final de semana

Fim de semana prolongado...
voltando para a cidade natal...
velhos amigos, velha cidade, nada para fazer e...filmes.

No ultimo fim de semana, deu pra assistir alguns filmes:
- Adeus Lênin!
- Um Dia de cão
- Nacho Libre
- A Troca
- O Lutador
- The Visitor
- Persepolis

Enfim, vamos comentar um pouco a respeito, um pouco mesmo. Não vou fazer uma sinopse para cada um. As que você pode achar no google são muito mais fáceis de entender e, muito provavelmente, melhores do que as que eu poderia fazer, acredito eu.

"Adeus Lênin!" é um filme que eu nunca consegui assistir inteiro. Talvez, já tenha tentado umas três ou quatro vezes assisti-lo por inteiro, mas só agora consegui. Um filme interessante, mas, como muitos dos filmes alemães, o longa apresenta uma trajetória sem muitos altos e baixos: uma linearidade em que não há tantos conflitos e faz com que o filme pareça um pouco monótono. Mesmo com esse estilo um tanto diferente, o filme não deixa de ser bom. Uma boa ajuda para aqueles que querem saber mais de História para passar no vestibular.

"Um dia de cão" é um filme antigo, um tanto chato. O diretor parece que tenta estender uma narrativa que não possui tanta emoção, enchendo-a de linguiça. Uma história estranha, mas verídica. Não gostei muito, mas algo que chamou-me a atenção é a atuação do protagonista que é interpretado por Al Pacino (na época, deveria ter seus 30 e poucos anos, o que torna o filme algo desvinculado do que vemos hoje).

"Nacho Libre" é a terceira vez que eu assisto. A atuação de Jack Black é interessante, da mesma forma que assim o foi em "Escola de Rock". Muitos o consideram chato e sem graça, mas o filme é agradável. O longa não segue aquela linha de comédias que apresentam drogas, sexo e palavras toscas para ser algo divertido. Muito pelo contrário, é uma história quase que infantil, mas muito interessante. Recomendo, apesar de meus amigos terem criticado muito.

"A Troca" é mais um filme de Clint Eastwood, cheio de emoção e tensão. Para aqueles que gostam da Angelina Jolie como "Tomb Raider", podem ir tirando o cavalinho da chuva. Ela interpreta uma mãe que perde seu filho e passa a procurá-lo com a esperança de achá-lo vivo. Não vou negar, em muitas partes do filme, eu a via e pensava "Como Angelina Jolie sem ser Tomb Raider é tosca". Sua atuação é mais interessante que os ultimos filmes que eu assisti("O Procurado", "Tomb Raider"), mas não chega a ser espetacular. De outra forma, entretanto, Clint Eastwood apresenta um longa que chama a atenção e que, na minha opinião, é bem melhor do que "Gran Torino". Não sei se não gostei da sua direção em "Gran Torino" ou de sua atuação. Deixando um pouco de lado isso, insisto: recomendo "A Troca" para suas férias.

"O Lutador" é mais um filme de Darren Aronofsky. O diretor parece ter perdido um pouco de suas marcas nos ultimos filmes, "O Lutador" e "Fonte da Vida", mas não há de se negar que "O Lutador" é um bom filme. Recomendo, mas antes de assisti-lo, dêem uma olhada em "Pi", "Requiem para um Sonho" e "Fonte da vida". "Pi" é um típico filme que todos consideram "cult": o filme termina, você pensa e percebe que não entendeu nada, mas lembrem-se que uma pensadinha ajuda de vez em quando. A respeito de "Requiem para um sonho" e "Fonte da vida", não há o que comentar.Assistam. Muito bom.

"The visitor" é um filme que faz você pensar na vida, mas não é muito bom. Uma história simples, até mesmo previsível. Talvez, seja bom assisti-lo pensando em Sessão da Tarde, mas nada além disso.

"Persepólis" é uma auto-biografia de Marjane Satrapi. Uma animação. Dentre todos os filmes que assisti nesses tempos, acredito que este seja o que mais chamou me a atenção. Fotografia perfeita. Animação muito bem trabalhada. Narrativa muito bem elaborada. Recomendo, recomendo mesmo.

Espero que ajude nos dias de chuva...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Foge, Nicky, foge!"



"É tão fácil intelectualizar Deus, reconhecer o Seu poder sem sequer experimentá-lo, acreditar na sua supremacia sem sequer apelar para que Ele faça coisas poderosas na nossa presença. Nós o vemos com nossa mente, mas não com o coração. Nunca abraçamos o poder que pregamos como sendo verdadeiro. Não clamamos a Deus para se mover poderosamente em nossa presença - pegar nossa pequenina fé e usá-la para erguer uma montanha da sua fundação e lançá-la nas profundezas do mar."

(Foge, Nicky, foge!)

Uma boa leitura para as férias...

sábado, 6 de junho de 2009

Perdão



De repente, o peso se desintegrou nas suas palavras
O que carregava os nossos olhares desapareceu
E o nosso presente do passado se desvinculou

No final do dia, os grilhões se quebraram
O cinismo se revelou ateu
E o pensamento permeiou a consciência

Os pontos incongruentes entraram em um acordo
Não entenderam a razão
Fecharam os olhos e foram tomar uma xícara de café.
Por enquanto, apenas uma xícara de café.

Texto e foto: André Katayama

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lembranças


Esqueci um tempo
tempo quisto

lembra um momento

tempo esquecido

lembranças
esquecimento

momento vivido
mais um imprevisto
de um tempo já visto.

Texto e foto: André Katayama

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Adeus caminho




Pés descalços, olhos sem horizonte, fome insaciável e pobres desejos. Sem moradia, sem um destino, uma família caminha apagando seu passado, restringindo-se em seu presente e esperando existir um futuro.

Texto: André Katayama
Foto: Sebastião Salgado

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sonhar.



"Os que sonham de dia são conscientes de muitas coisas que escapam aos que sonham apenas à noite."

Texto: Edgar Allan Poe
Foto: André Katayama

quarta-feira, 13 de maio de 2009

E mamãe calmamente me disse...

"Às vezes, quando dormimos bem, dormimos bem.
Quando não conseguimos dormir, lembramos de Deus."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Amizade



"Amizade?
O que é amigo, senão aquele com quem podemos contar nas adversidades da vida.
Não é à toa que Provérbios diz que podemos ter vários amigos,
mas o verdadeiro amigo é mais que um irmão.
Diz também que em todo tempo se ama o amigo e é na angústia que se faz o irmão.
Quantas angústias e adversidades, não é!
O verdadeiro amigo é aquele que se lembra de você,
aquele que tem saudades,
aquele que se preocupa em vê-lo bem
e deseja sempre o melhor para você.

Vocês estarão longe?
Geograficamente acho que sim,
Porém tenha a certeza:
vocês estarão sempre bem pertinho
aqui dentro de nossos corações!
Não é dessa vez que vocês ficarão livres de nós, viu!

Amigos e irmãos:
tenham certeza que cada momento que nos lembrarmos de vocês
será um momento de falar com Deus e orar por vocês,
para que Ele lhes proteja e derrame ricas bênçãos sobre vocês!
Temos a certeza que vocês farão o mesmo por nós.
Então, combinado está.
Marcamos nosso encontro sempre no mesmo lugar
e no mesmo horário, está bem?
Nos encontraremos na presença de Deus e no momento de oração."

(Haroldo Katayama)

O destino do gênio

"Em certos os casos, quanto mais nobre o gênio, menos nobre o destino. Um pequeno gênio ganha fama, um grande gênio ganha descrédito, um gênio ainda maior ganha desprezo; um Deus ganha crucificação."

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"Move that bus"

video


"Meu nome é Leslie. Tenho 17 anos e eu contraí HIV ao nascer. Muitas crianças que possuem essa doença não tornam isso público, mas quando eu era jovem, eu e minha família decidimos tornar isso um assunto aberto. Eu fui mandada embora da igreja num domingo de Páscoa. Nesse dia, tinha resolvido ir à igreja com minha família e o pastor não gostou da nossa presença e disse que não gostaria de nos ver na igreja novamente. E então decidimos nunca mais ir à igreja."

(No último episódio de Extreme Makeover, o grupo de designers liderado por Ty Pennington resolve ajudar uma mulher viúva que cuida sozinha de quatro filhos, sendo três adotados e dois destes HIV positivos. Essa mãe, vendo tudo isso, resolve criar um acampamento para crianças com aids. Dentre elas, uma jovem bem carismática, Leslie, resolve dar seu depoimento como incentivo para as outras...)

Across the Universe - Let it be

video

"Across the Universe" é mais um filme estranho que apresenta cenas que variam entre o real e o imaginário, o amor e a traição, a felicidade e a tristeza, a guerra e a paz, o plano físico e o transcedental. Essas gradações são impactadas com a trilha sonora do filme, composta por 28 músicas dos Beatles (por exemplo "Let it be", "Hey Jude", "Come Together").
O filme talvez não seja considerado tão bom, bastante criticado na época de sua estréia (2007, se me lembro bem), mas vale a pena. Para aqueles que gostam do som da banda de rock de Liverpool, principalmente. Outro fator importante é o elenco que possui a atriz pouco conhecida, Evan Rachel Wood, que fez "Thirteen - Aos treze" e está atuando muito bem num papel central no filme.
A história é bem simples, mas a diretora faz parecer meio viajada. Acho que cada um tem uma percepção diferente quanto ao filme. Então, cabe a cada um assistir e tomar suas próprias conclusões. Só para terem uma idéia: guerra, amor, diferenças ideológicas, família, traição, música, perdas...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pinacoteca



Sabe quando você entra num lugar e encontra algo com o qual você se identifica?


texto e foto: a.h.k.

sábado, 11 de abril de 2009

Egocentrismo


"Simples atos.
A ignóbil pobreza se expressa.
Pensamentos.
Egoísmo, egocentrismo, desejos
Tudo presente.

A relutância da vida.
O desejo da carne.
O sofrimento do oferecer.
O retardamento da mente.

Abstratas idéias.
O tempo passa.
As reminiscências do passado.
Nenhuma consequência no futuro.

O tempo continua.
A concretização do seu eu.
A alegria de momento.
O choro do desespero."

Nada pior do que andar com alguém que não pensa em outra pessoa a não ser ela mesma. A problemática de tudo isso inspira o escrever. Raiva, mas tentar entender... Dificil.

(a.h.k.)

terça-feira, 24 de março de 2009

Resenha - "O que é Ideologia?" (Marilena Chauí)

A submissão de um trabalhador ao seu patrão sempre foi aceito como parte dos resquícios da história, mas poucos se perguntaram o porquê desse panorama. Alguns pensam uma coisa, outros em outra. Para Marilena Chauí, essa problemática só poderia ser explicada citando-se uma palavra: Ideologia. E para isso, tornou-se necessário escrever o livro “O que é ideologia?” comentando a respeito do que levou os diferentes tipos de ideologias a se transformarem durante o percurso da história.

O livro é da editora Brasiliense, divide-se em cinco capítulos. O primeiro faz referência ao por que do livro estudar o tema “Ideologia”. Os outros acabam comentando um por um a respeito de dado momento da história e da visão dos seus filósofos em relação ao chamado ideologia. As suas páginas se iniciam com os gregos e terminam no século XX, analisando as transformações que trouxeram conseqüências para o mundo moderno. O livro, entretanto, não rodeia apenas esses extremos, mas faz referencia à época de Augusto Comte, Karl Marx e Émile Durkheim.

A ideologia começa a se mostrar presente com Aristóteles e sua teoria das quatro causas. Para ele, todo e qualquer aspecto da realidade tinha um motivo. As causas, entretanto, segundo a teoria da causalidade, não tinham o mesmo valor, mas eram hierarquizadas. A causa motriz (ou eficiente) que fazia referencia ao fabricar humano, responsável por transformar uma matéria prima em manufatura, era a menos valiosa. Ao contrário desta, a causa final, ou seja, o motivo ou finalidade de alguma coisa era a mais importante. Devido essa teoria, a mente do homem começou a analisar a sua realidade através dela e, assim, iniciou-se a formulação de uma ideologia que acreditava que os escravos da época seriam a causa motriz e os seus senhores, a final.

Depois de Aristóteles, Augusto Comte se encarregou de ampliar a visão de o que era ideologia. Para Comte, a humanidade tende a passar por três fases: a fase fetichista ou teológica em que o homem explica a realidade por meio do mover divino; a fase metafísica em que o homem explica a realidade através de princípios gerais e abstratos; e a fase positiva ou cientifica em que o homem contempla a realidade, a analisa, formula leis gerais e cria uma ciência social que servirá de base para o comportamento individual e coletivo. Cada uma dessas explicações para os fenômenos naturais e humanos compõe uma teoria, ou melhor, uma ideologia.

Logo após Comte, o livro começa a explicar Karl Marx e a sua visão em relação à existência da ideologia nas diferentes sociedades. Marx acredita que a ideologia se utiliza de inúmeros meios para alienar o povo, como por exemplo, através do Estado. Para o povo, este seria a representação do interesse geral, mas, na verdade, ele é a expressão das vontades e interesses da classe dominante da sociedade. Outro exemplo de ideologia seria apresentar a sociedade civil como um indivíduo coletivo, pois através disso ocultaria a realidade da sociedade que é comprimida pela luta de classes.

A ideologia durante toda a historia serviu de instrumento de dominação, mascarando a realidade social e ocultando a verdade dos dominados. A ideologia serve para legitimar a dominação econômica, social e política. O seu papel é criar na mente das pessoas uma idéia de que todo fenômeno que acontece no mundo é algo natural e que não existe uma razão lógica para isso.

O livro chega ser um pouco enfadonho por repetir várias vezes um mesmo tema, mas se mostra cheio de conteúdo ao explicar uma por uma as fases da historia e suas ideologias. “O que é ideologia” ensina o real significado da ideologia ao leitor e apresenta o assunto de maneira organizada e entendível. A distribuição que a autora faz de capítulos torna a leitura uma leitura fácil e objetiva. Marilena Chauí buscou apresentar no livro as diversas formas com que os dominantes se utilizam para exercer seu poder de dominação.

Marilena Chauí é professora de História da Filosofia e de Filosofia Política da Universidade de São Paulo, autora de mais de dez livros. Fez parte da política, sendo secretária Municipal de Cultura de São Paulo no governo de Luiza Erundina (1989-1992). Tem bastante influência sobre o ramo da Filosofia, sendo presidente da Associação de Estudos Filosóficos do Século XVII. Seus livros revelam temas principalmente filosóficos, como ideologia, ética, senso comum, mitos e outros fatores influentes na vida do homem.


(André Hiroshi Katayama, acadêmico do Curso de Comunicação Social da ESPM)

domingo, 8 de março de 2009

Choro


"O choro pode ser flexível, mas nada se compara aos sentimentos inalados por aquele que o vê, por aquele que o sente. São tantas intenções, são tantas previsões, mas os nossos olhos não conseguem enxergar o que está por vir.
Olhos que não planejam, olhos que apenas vivem. Diferenças respeitadas, semelhanças desentendidas. A perda do controle. A vitória da crença."

(a.h.k.)

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Obra-prima Ignorada

"Preenchem com cor as linhas do rosto num tom de carne preparado na paleta, tendo o cuidado de deixar um lado mais escuro que o outro, e pelo fato de observarem de vez em quando uma mulher nua em pé sobre uma mesa acreditam que estão copiando a natureza, imaginam-se pintores e estão crentes que roubaram o segredo de Deus!...Brrr! Para tornar-se um bom poeta não basta conhecer a fundo a sintaxe e observar as regras da linguagem! (...)"

(A Obra-prima Ignorada - Balzac)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Para os pensativos...



Clima quente, não havia feito calor até então durante todo o ano. Já chegara o outono. Barulho, pessoas conversando e se entretendo com suas respectivas panelinhas. De repente, um professor jovem, bem vestido e com um determinado ar de filósofo entra na sala, espera todos ficarem em silencio e começa a ensinar sua matéria. Todos se sentam e ficam esperando por ouvir algo novo que fará deles pessoas diferentes em relação à chamada massa brasileira.

Passados 30 minutos, o jovem inicia seus argumentos a favor de um pensamento formulado por Platão que se refere às classificações quanto à existência de dois tipos de conhecimento. Segundo o filosofo, haveria o Dóxa, também chamado por senso comum, e a Alethéia.

Então, começa a dizer que o Dóxa é um tipo de conhecimento, pensamento, que faz parte da massa, partilhada sempre pela maioria de um grupo, e que é facilmente atacada pela razão. Diz que essa é uma nomenclatura utilizada para classificar o tipo de conhecimento do povo. Depois, comenta brevemente sobre o que é a Alethéia e diz que essa é a verdade. Alguns se perguntam “Verdade? Que verdade?”. Mas ele não diz mais nada.

Depois de um tempo, ele muda um pouco o foco da conversa, e faz uma afirmação que desponta a atenção de alguns. “A verdade só pode ser alcançada através da razão”. Faz um breve silencio e diz ter terminado a aula. Não abre um fórum de discussão, mas diz tudo o que pensa e nada mais.

E assim, o professor simplesmente pensa que passou todo o conhecimento para os alunos e que eles agora pensariam de uma forma mais racional e não mais como todo o resto da massa. Acha que assim contribuiu para a formação dos chamados crânios.
Ao terminar a aula, os alunos saem da sala. E passam a acreditar que não pensam mais como a massa. Julgam clichê a maneira como a maioria pensa. Uma pequena minoria, entretanto, se questionava: “Como alcançaríamos a verdade só pela razão?”.

Assim, essa minoria cava suas mentes e tentam encontrar uma solução mais sustentável para tal afirmação. Porque só pela razão podemos chegar à verdade? Porque teríamos acesso à emoção e à fé, se através delas não podemos chegar à verdade? Qual seria a função do caráter emocional e da fé para o homem? Desde quando haveria razão suficiente para chegarmos a uma verdade absoluta?

Diga-me dez verdades absolutas que alcançamos através da razão. Talvez, o pouco que você tenha pensado possa ser refutado pelo simples fato da razão ser apenas verdade aos nossos olhos. E se na realidade não existir razão? E se a razão é algo que achamos que temos certeza, mas na verdade faz parte do nosso pensamento egocêntrico que anseia achar respostas para todas as coisas?

O homem tem se preocupado em criar soluções para todos os problemas, tem criado respostas para todas as perguntas. Mas até quando ele se achará auto-suficiente a ponto de sobreviver a sua própria angústia?